quarta-feira, 7 de maio de 2014

Quarta feira


A sorte esta lançada cara ou coroa
Tenho necessidades de encarar a situação de frente
A vida se apresenta com suas mãos sujas feias e cheias de calos
Tocam-me... e sinto que nada tá muito certo
Minha veia dramática diz que preciso recuar
E repensar todas as gotas de emoções que restam.
Vou por um caminho que me faz flertar um desconhecido
Para enganar o ranço do tempo
Para descompor a solidão. Que Intimida-me
E o relógio biológico avança como uma flecha livre no ar
Sufocando-me com lembranças agora recuperadas.
Sei coisas demais. Sei desmembrar razões emblemáticas!
Para nunca embarcar nesta canoa furada
Não quero infringir coisas lúdicas minhas. Recuso
Ainda existem possibilidades.. ainda tenho muito encanto
Pela vida e por tudo ao meu redor.    



segunda-feira, 20 de janeiro de 2014

Negação

Há tantos espaços em branco no meu mundo 
E muitos outros escuros ocupados ...
Nego todas as emoções que minha mente sustenta 
Nego o cansaço de tantas lutas e o significado das palavras ditas
Nada mudou nada aconteceu até no céu as estrelas são as mesmas
Todas pintadas e nos mesmos lugares visíveis 
Assim me encontro envolvida nesta emoção inquieta 
Dimensionada e presa a me reconhecer a saber o que sinto 
Esta necessidade de magoar tanto a mim e aos que me querem
Fervilha veneno dentro de mim na mesma proporção que o amor 
Aqui estou forjada a dizer quem sou ....  
Sinto  as amarras severas das grades da alma
E não enxergo mais nada além da prisão da liberdade
Uma solitária como um eco esperado...que nunca volta
Uma crisálida aguardando a metamorfose sempre por chegar 
Folha solta no outono ou apenas serei o que mais ninguém é:
Refém de tudo que sinto e há dentro de mim.
Uma maldição de nascença uma doença de alma.  




terça-feira, 7 de janeiro de 2014

O toque



O toque
Pode ser um importuno por sentir sua presença
Dispensam as palavras que se apagam por não serem ouvidas
Ocupa espaço agradece pela sua breve estada
O toque vive a saudade imposta ...explica a vida
A distancia se enche de vazio e a magoa chega mais perto
O toque
Permanece na pele no olhar e pelas coisa válidas
Se é que ainda Há..
Se não me abriga e não me traz alegria
Despedaçada viverei ...
E saudades se tiver sobreviverei
Vou substituir desculpas esfarrapadas por sentimentos
Na não aceitação prefiro não ser apegada

sábado, 14 de dezembro de 2013

amores de quinta


Apenas escritas:
Hoje quinta feira penso que é um dia de muita categoria.
Mas a quinta chegou e devorou minhas expectativas
Expectativas de um amor equilibrado
 sobrou agora uma obsessão de quinta.
 A quinta devorou meus sentimentos,
 restou só argumentos de quinta.
 Eu estava cheia de amor
 A quinta levou e apenas deixou o desapontamento de quinta.
 O homem romântico tão sonhado que vinha cheio de boas intenções.
 Despachei...
Foi embora com pensamentos de quinta.
Tudo que é de quinta evito como o Diabo da cruz.
Amor de quinta
 ninguém merece, sofrimento de quinta menos ainda
Emoções de quinta é o fim.
Os sentimentos tem que ter Sabedoria
Assim é em minha vida tudo de grandesa.
 Família  Amigos. Amor Paixão..


quinta-feira, 21 de novembro de 2013

O mar me fascina



Caminhando na praia num final de tarde dourada
Olhando o infinito azul do mar se acabando la longe 
Meus pensamentos vão até lá vasculhar
Eu e a imensidão liquida 
Que não se pode desenhar escrever ou traduzir
O mar me desafia, me seduz
Sinto na pele o vento a água o sol o calor o frio
 Sensação estranha louca me prende por lá.  
O mar liso como um espelho... me olha sereno
Engoliu meu Estado e minha cidade.
Drenou meu ser e me misturou as marés
E me jogou de volta na praia ...


Me devolveu para onde eu estava
onde eu tinha que ficar 
  Onde eu escrevera meu nome.
Minha identidade com retrato endereço
Minhas contas e meus cartões de consumo

Apanho minhas memórias espalhadas pela areia,
De alma lavada esfregada e remodelada
Sigo minha jornada para a realidade.






sexta-feira, 20 de setembro de 2013

Ventos de primavera



Dias claros roupas no varal
Ao sopro do vento  
Espalhando suas cores 
Vibram com a sensação de liberdade

Dançando o ritmo dos estampados  
Ora se tocando ora se abraçando 
Acenando.. acenando despedidas
Num lindo entardecer de setembro

quarta-feira, 11 de setembro de 2013

prosa poética dos meus devaneios


Tarde completamente primaveril sinto uma brisa leve
Do meu apartamento olho a janela e vejo muitas janelas
Da janela de incontáveis mundos de outras pessoas
Com olhares espalhado aguardando o por do sol

Da minha janela
Vejo ruas estreitas cruzadas e movimentos
de pessoas apressadas
Rua inacessível como as veias do meu corpo
Sinto a vida e  ponho sentimentos em tudo.

Até em paredes de concretos
Das coisas por baixo das pedras
E dos seres que por lá  vivem
Vejo horizontes nevoados se distanciando
vários tons verde cinza em camadas densas
 Riscando linhas norteando as rotas das estradas
Que logo depois desaparecem no profundo invisível
Expondo-as a imensidão do nada

Da minha janela  sinto tudo...

memorias : Este é meu Lugar

memorias : Este é meu Lugar : Este é meu lugar Minha cidade e contornada pelo rio Itajaí-Açu Deslumbrando a paisagem como uma serpe...