segunda-feira, 29 de abril de 2019

Família



Entro na cozinha cheirando panqueca
Papai dedicado fazendo panquecas de carinha
Para agradar seu filhinho que olhava sorrindo
Só mordiscava as panquecas mais docinhas
Oferecia com suas pequenas mãozinhas
Para vovó que dizia menino sapeca muito lindo

*****
 Será sempre assim, no presente e no passado
Sejam panquecas, bolinhos de chuvas ou bolos caseiros
São como rituais, permanecem por todo sempre.
Parecem coisas comuns ou corriqueiros
Mas não. São laços que a todo custo queremos manter 
Porque o que aproveitamos na juventude.
 É a infância de nossos filhos.

*****
 Feliz é aquele que doa sua juventude para viver fases
Ver seus filhos crescerem cresce também  suas esperanças
Acolhendo-os do frio da chuva alimentando seus sonhos 
Sabendo que suas almas livres levam nosso DNA

O tempo passa e pais e filhos viram as paginas
Nós os pais incentivadores á seguirem seus caminhos.
Outro ciclo que se fecha, não há perda todos ganham
Não há rompimento são series sempre novos episódios
****


Aut. M. Sidral Del Moro 

quinta-feira, 7 de março de 2019

Ninhos Vazios


🙇
As manhãs são de total irreverencia...diferentes
Ouço as folhas dos coqueiros se batendo ao vento
O vento revolto não para, a natureza viva se manifestando
Acordada na cama me viro e fico um tempo meditando

Por entre as fresta do quarto entra a claridade
  Reparo que neste lugar tudo continua no mesmo espaço
O sol brilhava lá fora me lembrava eventos passados
Dos cafés de manha com meus filhos na mesa posta.  

Agora estou neste lugar sozinha pedindo a Deus proteção
Entre lagrimas recolho as melhores memorias de luz
Distante ferida e amargurada me ponho em oração
Vivo cada dia...levanto-me procuro ser menos infeliz


Aut. M. Sidral Del Moro

quinta-feira, 8 de novembro de 2018

Apenas assim


Quando te vi eu me esqueci
 Quando te beijei o amor conheci 
 Quando trocamos caricias percebi 
 O quanto eu estava ligada em ti 

 Quando você também me amou me perdi. 
 O tempo passou e juntos estamos aqui.


Aut. M. Sidral Del Moro

terça-feira, 6 de novembro de 2018

A Escolha Perfeita


   Nos escolhemos desde o primeiro olhar 
   Para viver um amor incrível 
Há tanto amor que doí
   Há tanta sensibilidade que fere
   Nunca foi igual a nenhum outro. 
   Meu menino tão perdido e confuso
   Fico sem resposta com a vida 
   Porque a resposta é você
   Quando estou contigo muda meu mundo
   
   Vamos além das caricias e das palavras
   Não tem um porque? É um amor encontrado
   Queria escrever na água nossa historia 
   Mas a água escorre e vai embora
  Queria escrever na pedra ou no papel 
  Mas escrevo no coração no sorriso
  Porque é ali que ele vai ser vivenciado.

💓😊

Aut. M. Sidral Del Moro

sábado, 15 de setembro de 2018

Sentimentos


Foi um dia que vendo uma foto até então esquecida
Tirada ao acaso já alguns anos como lembranças 
Brotou fundo d"alma emoções escondidas 
Foi apenas um instante, me bateu desesperança

A verdadeira noção do que eu tinha feito da minha vida. 
Daquela varanda olhando o mar, aquela areia grossa,
Veio as lembranças de São Paulo cidade de onde eu vivia 
Daquela engrenagem que de uma forma ou de outra eu sentia  

A paisagens diante dos meus olhos eram tão inebriantes
Que chegava a sufocar-me, sem ar sofri uma alquimia.
 Eu não era a mesma de antes, aquela beleza ali adiante
Ao olhar senti tanta beleza e magia achei que merecia 

Mas eram sensações confusas lágrimas me inundavam
Queria gritar engolir as angústias, secar os olhos !
Da praia vinha uma brisa suave meu rosto acariciava   
Tão generosa me envolvia porque então a melancolia?

Misturou saudade com amargura e bateu meu coração
Privando-me de sentir, emudecida fiquei sem palavras 
Não pude acreditar estavam longe quem eu mais queria  
Eu o mar.. um aperto no peito veio como uma punição

De repente todos que me rodeavam ficaram esquecidos 
Aquela ausência me doía, parecia que não era meu lugar 
Neguei acreditar que estavam distantes os meu queridos 
Olhos marejados não pude e nem dava pra disfarçar
O que podia fazer? senão engolir meus sentimentos  


segunda-feira, 27 de agosto de 2018

Feiticeira confusa



Como o vento e a flor que nasce e morre,
Como uma fênix que renasce das cinzas
Como uma borboleta que voa rumo ao norte
Era assim a duração de suas idas e vindas   

Quando amava, era apenas por um ciclo lunar 
Vivia seus dias livre expressando certa beleza
Vestida de olhares como uma feiticeira ao luar 
Lembrava misturas de êxtases e delicadeza

Vivia histórias caminhava por via pedregosas 
Abria portas imaginárias faminta de afagos
Se feriu sangrou em farpas de sua mente fabulosa
 Rabiscou muitas paginas desenhou muitas historias

Faceira amava todos cada de formas diferente
Adentrava a noite de solidão elas sentia agonia 
No mesmo tempo se recolhia precisava de espaço 
De ausência, solidão... melancolia


Aut. M. Sidral Del Moro 

quarta-feira, 1 de agosto de 2018

Uma tarde uma musica


Era uma tarde encontrada sem vagas ou rumos 
Num lugar de esqueletos de metais
Se esbarramos, não existia tristeza ou alegria
Apenas gestos e olhares que la fora não existia.  

Pensando agora meu louco amigo !
 Algumas palavras elogios eu disparo 
 Incentivo o assédio quando estou contigo
 Mas que descarada sou!  seus olhos azuis

Inquietos. Leio um romance claro 
Ah seu descompromisso sua leveza reparo
Sentando numa mesa de canto um café um violão
O que existe depois disso ? Sei não sei não ?!?! 

memorias : Este é meu Lugar

memorias : Este é meu Lugar : Este é meu lugar Minha cidade e contornada pelo rio Itajaí-Açu Deslumbrando a paisagem como uma serpe...