terça-feira, 29 de junho de 2010

A Deriva...


A deriva


Já não sou quem você deixou...
Ando esquecida de quem fui
Ando esquecida do tempo e da cor
perdi a chave das vontades e dos anseios....
O Vácuo me envade ......O silêncio me engole ..

Ando tecendo meu destino em roteiros incertos
È esse louco desejo de me reinventar
me soltar deste enclaustramento que vivo
Me deixar escapar em histórias

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sábado, 26 de junho de 2010

Vida em preto e branco


Nas solitárias estradas
O barulho das folhas no vento frio
Que nas madrugadas longas
balançava seus galhos
por horas a fio

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Casas e seus arvoredos

refetiam longe nas cercânias
duas sombras na lua cheia
 Eram pequenos andarilhos
Que corriam desatinados como
vultos esquios
Aproveitavam a claridade da lua
   Buscavam ajuda na  ventânia 

+=+=+=+=+=+=+=+=+

Tempos tristes
 cravejados de carências
Em prantos sentindo só e ausente
De tanta dor sua vida não tinha alento
Implorava por ajuda com seu olhar em desvario
È a dura vida testando seus afetos
e deixando na alma sentimentos rasgados nos rastios....

domingo, 20 de junho de 2010

Como uma pintora num esboço de seu quadro preferido


#+#+#+#+#+#+#+#+


És minha pintura preferida

Meus dedos feito pincéis
Passando pelo teu corpo a lambuzar
Com cores fortes da Primavera em anéis
e o doce odor da tua pele a me excitar!

Te retrato..... numa bela gravura
Reproduzo nela sentidos mais complexos
aprisionar tatos cheiros sabores e texturas
Teu sorriso estampado depois do sexo
Misturado ao teu olhar libido de candura!


Recrio na tela nosso amor
Esta paixão tão cheia de clamor
Extasiados sem pudor em loucos abraços
Traço a traço cada músculo cada espaço
És a pintura preferida minha obra prima
Eternizado nestos versos sem métricas e sem rima


sábado, 19 de junho de 2010

Sem muito pra sonhar......Conto Cotidiano

Sem muito pra sonhar

Chego impregnada pelo cheiro da vida la fora.
A mente as roupas o cabelo as mãos
Quero falar mas as palavras escapam-me
E permaneço quieta e exausta `a margem de mim.
Me jogo ...Tento fugir do inevitável
Inútil tentativa
A vida me absorve inteira
Onde estive ? De onde vim? Indagando pra onde vou ?
tantas perguntas sem resposta?
Eu não as quero... eu mesmo não tenho respostas
Quero tudo e quero nada.
E o futuro ali
cortejando-me descaradamente.
Eu .....e o nada.
Mas é com o futuro
e só com ele que eu conto!!

segunda-feira, 14 de junho de 2010

Ipês frondosos / poesia compartilhada


Fim de Outono

Morganna Del


Ipê na beira da estrada
Em seu tronco frondoso
Suas folhas alaranjadas
Desfolhando impiedoso


(Um mimo da poetiza Donna N)

Oh, arvore imponente
colorindo o céu anil
Se mostra toda reluzente
Diversificando o Brasil

(Presente de Maria Helena Mota)

Sua beleza é marcante
E nos dá grande lição
Para renovar suas folhas
Outras têm que ir ao chão.

(Presente querido da poetiza Marina Alves )
O ipê é flor bonita
que me deixa deslumbrada
presente da natureza
deixa a terra enfeitada!

(joias da poetiza Rejane Chica )

O outono já está indo
vai deixar muita saudade
vem o INVERNO,também lindo
mas de calor tenho vontade

(Perolas raras da poetiza Menduina)

Nosso Ipê mais lindo no amanhecer
O orvalho ainda brilhante em suas folhas
Ao chão elas irão e outra renascerão
No sol nacente todo ele,
à espera do aquecer
do sol e seu brilho voltará

(Uma participação graciosa da poetiza Angel Mag)


Ipês com suas cores belas
Cheios de beleza e encanto
Flores brancas, roxas e amarelas
Cai as folhas e recebe novo manto.

(Um mimo do poeta Miguel Jacó)

Na vida sou um andarilho
Vivo um intenso flagelo
A quem me dera eu fosse
Um lindo Ipê Amarelo.

(Uma linda interação da amiga e poetiza Regina Pessoa)

Gosto mesmo do verão,
para curtir aquele solão
A primavera acho linda
as flores alegram o coração

O outono acho triste,
cheio de folhas ao chão
No inverno só tendo alguém
para esquentar o colchão

(maravilhosa interação de Gomes da Silveira)

No  l a r a n j a deste ipê
Verso a verso, em profusão
Na tua trova se vê
A natural perfeição

(Um mimo do poeta Vantuilo Gonçalves)

Frondoza árvore impoenente
Ipê que me faz chorar
Quando a saudade me bate
Relembrando meu lugar
Quando na tua sombra
Eu ficava a namorar.

(Uma preciosidade do poeta Bridon)

Meu querido pé de ipê
flor mais caliente não há
pois junto com tua beleza
muita coisa irás enfeitar

(Uma generosa participação da poetiza Conceição Gomes)

Outono, natureza em mornidade
Tapetes o chão florindo
Tranquila sensualidade
O inverno ainda dormindo.

(Linda participação do poeta Navegador )

linda árvore caridosa
onde os pássaros fazem seu ninho
torna a paisagem maravilhosa
e enfeita o caminho

(Afetuosa interação do querido poeta Osran)

Ipê és amarelo
mas também ambar em outras vezes és roxo
Ipê,afastas o desgosto
Não é necessário estamos em agosto

(Joia rara de interação do poeta RobertoRego)

Na mata tem ipê roxo
Há também o amarelo
Quem me dera ser arrocho
Desse coração tão belo

(A fabulosa interação do poeta Rubo Medina)

Ipê de flores amarelas
Que vejo da minha janela
Me faz lembrar uma aquarela
Me faz sentir saudades dela

(Admiravel interação da poetiza Maria Luiza D Errico Nieto)

Feliz é meu coração
que não se cansa de amar
alegre é minh' alma
Que ao IPÊ vive a admirar.

( Presente afetuoso do poeta Henrique Eduardo)

De bem distante logo se vê
com o olhar sempre sublime e terno
a beleza do florido ipê
destacando-se no esplendor do inverno !

Até saudade sente o ipê
do inverno que vai embora
e soluçando somente por você
esse poeta saudosamente chora !...

(A linda participação do poeta Nasser Queiroga)

Com o seu porte soberbo
de um amarelo solar
estende o Ipe seu carpete
em beleza singular!

Indriso.............Não sei te amo



Neste cenário de quando amanhece
Meu rosto encostado no travesseiro
lembrança e sentimentos vem por inteiro

Quando penso em você minha alma entorpece
Perco a razão o senso fico em plena insanidade
Preferindo amor insano a qualquer realidade.


Não sei se te amo… mas estou impregnada assim

De um amor ausente que se faz presente nos meus lençois de cetim



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terça-feira, 8 de junho de 2010

Soneto .....através das cortinas

Através das cortinas olho lá fora
Vejo um mundo vazio se alastrando 
O vento passa... me olha e vai-se embora
Inerte.. Contemplo o dia passando

No céu sombras e tempestade fria
A noite chegando  desce a neblina
Solidão invade a cama vazia
As lágrimas inundam minhas retinas

Assim... nostálgica com coração rasgado
Sozinha me sinto meu amor anda ocupado
No quarto só o silêncio existia

O Vento volta intrépido entre folhas e trapos 
espalhando seus  lamentos a reviria
Fecho as cortinas... no aconchego de outros braços.


memorias : Este é meu Lugar

memorias : Este é meu Lugar : Este é meu lugar Minha cidade e contornada pelo rio Itajaí-Açu Deslumbrando a paisagem como uma serpe...